Simplicidade

"Sintaxe à vontade"

02:39

Um tributo à amizade

Sentimento simplificado por Caribé |


Meu amigo, peço-lhe perdão por eu estar assim tão ausente.
Por eu não te ligar para saber como estão as coisas.
Por eu não estar aí do teu lado enquanto choras.
Ou para dar aquelas boas risadas, que dávamos a toa.
Ou para apenas ficar em silêncio, vendo a vida passar diante nossos olhos.
E por um simples olhar saber exatamente o que o outro está pensando.
Perdoe-me por não estar presente para completar as letras das canções que você esquecia.
E por não estarmos bolando mais as nossas incríveis aventuras mundo afora,
que, convenhamos, nunca seriam realizadas mesmo.
Mas como é bom compartilhar os sonhos não é mesmo?
Como é bom compartilhar as mesmas vontades e discutir sobre os gostos diferentes de cada um.
Como é bom ter alguém com quem você possa esbravejar, e falar uns maus bocados,
e saber que aquela pessoa te perdoará, não importa os teus erros, pois ele sabe,
que um único erro não é nem a sombra das tantas coisas importantes que já passaram juntos.
É meu amigo, achavamos, por inocência ou por despistação, que a vida permaneceria paralisada naqueles bons momentos.
Mas ela prosseguiu sem dó.
E cada um subiu à bordo de seu barquinho, cada um num rio diferente...
Mas como todo rio deságua no mar, de certo nos encontraremos em breve.
Num grande oceano de histórias antigas, mas que permanecerão vivas para sempre em nossas memórias,
e sempre que forem contadas, ficará aquela sensação, de que foram vividas no dia anterior.
Por que para a amizade, não existe tempo ou distância, nem mesmo a presença ou ausência.
O que vale na amizade é a consideração mútua, a confiança e acima de tudo, a lealdade.

Um grande abraço a todos os meus amigos que já a tempo nao vejo.
Saibam que que estarão sempre em meu coração e em minha memória.

Queria desejar um feliz aniversário ao meu amigo Renam. É nois lek!!!!

01:04

Deus e Religião

Sentimento simplificado por Caribé |


Hoje no trabalho, estávamos sem nada pra fazer e começamos a jogar conversa fora. Não sei de onde nem como, veio o assunto sobre religião, assunto que todos temem conversar, mas eu, particulamente, adoro! Um amigo perguntou-me qual a visão que eu tenoh sobre as religiões, sobre Deus, Jesus, e tudo mais... Disse a ele coisas que havia lido em livros, coisas que li na Bíblia, coisas que aprendi nas diversas igrejas que fui visitar, coisas de documentários, de filmes, etc. Chegando em casa, parei pra ponderar nas coisas que disse e descobri que nada do que eu disse era necessariamente a minha opnião. Eram coisas que outras pessoas disseram, que outras pessoas escreveram, viram, enfim. Parei então pra pensar na minha opnião. Na verdade, creio, que todos acreditam nas mesmas coisas, só que discordam nos pontos de vista e nas interpretações. Até um ateu tem lá suas crenças. Acreditando no nada ele acaba fazendo do NADA uma coisa que existe com a ausência de todas as outras coisas. Assim como o preto existe como sendo a ausência de todas as outras cores. Os torna "crentes" em um tipo de ilusão que não é diferente das elaboradas criações das religiões das quais eles riem. O cristianismo vem por anos ensinando coisas que sempre foram ensinadas no budismo, ou no islamismo, ou na religião dos índios, no Taoísmo, no Hindú. Mas aí vem o cirstão e obriga o índio a acreditar da forma dele. O islamita quer bombardear todo mundo que não acredita nas coisas como ele acredita, e por aí vai. Qual parte do nosso cérebro comanda esse nosso lado tão arrogante? De achar que nós, enquanto pessoa única que somos, temos a melhor opnião, ou somos detentores da verdade, e todos os outros estão enganados, pobres coitados... Todos nós dependemos das ilusões que criamos, pois sem elas não tería sentido a nossa fatídica existência. Temos, por condição humana, achar sentido em todas as coisas, colocar propósitos em tudo, achar que nada é por acaso, que tudo é bolado por um arquiteto superior. Por que buscar respostas milaborantes e se prender a explicações por meio de uma fé cega? Ao invéz disso, poderiamos aprender a viver aqui, o hoje, o agora, e não a esperar o que o "além imaginário" possa nos proporcionar. Por que não aprender os ensinamentos de Jesus Cristo, ou de Buda, ou de Tupã, ou de quem quer que seja, que procurou ensinar coisas maravilhosas para que empregassemos aqui, na vida terrena, por que é aqui que estamos agora. As respostas virão com o tempo. Por que seguir dogmas que não passam de simbolismos, coisas mau interpretadas, antiquadas, e não passamos a aprender as coisas que realmente importam? Todas as religiões tem algo bom a ensinar: Jesus diz:

"Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta"
(Mat 5:23-24)

O próprio Jesus Cristo põe o amor entre os homens antes da adoração. Preza pelo Deus existente dentro de cada um e não pelo Deus barbudo que vive nas nuvens com um super binóculo e uma escuta, prestando atenção nas coisas que fazemos de errado.

O budismo ensina:

"Retribuir aos nossos pais enquanto é tempo. "

"Conhecer as nossas próprias limitações."
"O hoje não se repetirá."
"Não seja impaciente, nem arrogante, tampouco preguiçoso."

Ensimanetos simples, mas que se todos seguissem, estaríamos todos "salvos".

E todas as outras religiões tem basicamente os mesmos fundamentos. Mas por artimanhas de poucos, muitas das religiões são usadas para um controle social idiota e que vai de encontro com os ensinamentos que realmente são de grande valia para nossas vidas.

De onde viemos? Para onde vamos? O que somos? Todas as perguntas tem a sua hora certa para serem respondidas. Vivamos o hoje, o agora, façamos o bem, sejamos felizes. Esta é minha religião. É nisso que acredito. Este é meu Deus.

11:29

Bela Moça

Sentimento simplificado por Caribé |


Se havia lá ao longe,
Uma linda moça que se esquecera da própria face.
Deixara de lado seus caprichos e guerreava contra si.
Praguejava contra a rispidez da própria fala.
E julgava monótona a própria existência.
Se embriagava da palidez de teus desencantos.
Tua tristeza era tanta que explodia em seus olhos.
E substanciava-se de seus tantos delírios.
De qualquer canto mais puro poluia-se.
De qualquer água, benta que fosse, endiabrava-se.
E qualquer um que visse sua face,
Queimava em desespero.
Por haver ali, algo tão belo e tão deprimente.
E sua alma seguiu dormindo,
Enquanto seu corpo cansado, desajeitado,
expulsava-se de um canto para o outro.
E que moça bela era aquela noite,
Em que vi meus sonhos despedaçando-se.
E que moça bela era aquela saudade,
Que de pouca se tornou eterna,
E de sempre, nunca mais.

Diogo Caribé
10/03/10
2:34
**período fértil

13:58

Mesmice

Sentimento simplificado por Caribé |




E sentou ele, la naquele bar
e pensou ele, aquelas mesmas coisas
e se arrependeu das mesmas coisas do dia anterior
e bebeu a mesma cachaça.

E vistia a mesma roupa,
e andava do mesmo jeito,
e contava sempre as mesmas histórias,
e assobiava sempre a mesma musica.

Nada mudava naqueles dias,
nem mesmo as nuvens,
eram sempre as mesmas nuvens,
sempre as mesmas conversas.

Pensou estar morto
vivendo o mesmo dia todo dia,
morrendo o mesmo dia todo dia,
mas soube pelos cheiros de sempre,
pelas conversas repetidas,
pelas noticias rotineiras,
que era mesmo a vida.

E foi-se ele, por lá,
pelo mesmo caminho de antes,
na mesma hora de antes,
para o mesmo lugar de antes.

Mas parou um instante,
e ao parar mudou todo o ontem,
todo o hoje e todo o amanha
pois aquela mudança,
era algo que o destino nao tramara.

E pensou ele,
que aqueles antes que o perseguiam
tiveram receio e se retraíram.

Mas, depois, pensou bem, pensou em tudo que mudaria,
pensou nas coisas de sempre
e percebeu que sentiria falta daquele mesmo tão fatídico
decidiu então prosseguir,
sem sair do lugar.

diogo caribé
06/03/10
01:24

01:01

Passageiro

Sentimento simplificado por Caribé |


Digamos que o tempo repara na gente,
Quando passa querendo parar.
E pousa cansado,
De ponteiros pro ar.

E tem tempo que o tempo nao sobra,
Só falta.
Uma diversão em meia-hora,
E o resto do tempo distante do agora.

É muito trabalho
Tempo acelerado
Noites em claro
Dias escuros.

São passos largos e rápidos,
E o olhar perde o tempo
Quando deixa de olhar pro lado,
Demasiadamente apressado.

E o tempo cansa da gente,
O olho dorme,
O corpo deita,
O pulmão se aquieta,
O coração despulsa.

E a alma se expulsa,
Pra viver sem pressa.

15:00

Saudade

Sentimento simplificado por Caribé |


Que sonho que se sonhava,
Agora ja não, nada.

Que alma que se despia,
De toda saudade, da pouca vida,
Agora se mata, se esvazia.

Que canto que se cantava,
Se encatava de si, admirava.
Agora o canto é canto de quina, de sina.

E como era pequena a noite, e como era lindo o dia!
Agora a noite é insone, e o dia é preguiça.

Brincavam? Agora se batem, se agridem.
Suspiravam? Agora debocham.
Das flores e das serenatas;
Das poesias e das cartas.

Que saudade da sorte.
Como me cansa o azar.

Que saudade que tenho do tempo em que eu não vivia.
Que vontade de ir lento, de encontro a vida.
Mas o tempo me acelera.

E me nasceu errado, me nasceu tarde,
Me nasceu saudoso.
Me nasceu aqui, agora.
E eu queria lá, antes.

Diogo Caribé
01/03/10
01:40

01:05

A próxima distância

Sentimento simplificado por Caribé |


Primeiro calculou-se a distancia, logo após o medo.
mediu-se no vendo o próximo futuro, e esbarrou-se no passado.
depois olhou para as próprias pegadas que pareciam um exército de dois,
em posição de combate, esperando a próxima ordem.
O céu está lavado, mas lá ao longe tem sujeira vindo.
E o silêncio faz barulho, e parece que tudo espera.
O ar travado nos pulmões, e o coração parece querer ir sozinho.
E depois dessa espera, o passo descalço, sangrando,
andou.

Diogo Caribé
26/02/10
12:55

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