Nós somos capazes de criar coisas,
se apaixonar por elas, crer de todo coração que é real
e se frustar quando tudo se torna inverdade
capazes de se entregar ao desconhecido
enfeitamos nossas carapaças
para fazer de nos algo a ser julgado
buscamos a imortalidade e nos deparamos com a morte em vida
aquela dos olhos vazios
esperamos a verdade mas trazemos do berço a falsidade
de fingir o choro para ganhar o que se quer
e quando chora de verdade
a lagrima ja sai seca e sem vontade de sair
pq foi gasta inadequadamente
e percebemos que amamos quando a tal coisa amada esta la na frente
em outro rumo, contrário aos seus passos.
e a gente ri, dança, dança e ri, dança, ri e ri e ri
e quando ta feliz, fica parado e chora
mas a lágrima...é tão...pesada.
e tem o anseio pela pena, disfarçada de compaixão,
de respeito.
respeito a alguem que nem a si se dá
a si se vende, de si enjoa
e tenta mudar, copiar dos livros, imitar dos filmes, se adequar aos outros.
personagens que vivem a nossa volta e são suficientemente abstratos, sem vida
sem morte, sem graça, invisíveis.
homem primitivo, que sem receber reclama
que ao dar espera a troca e o lucro.
sente vergonha de si mesmo e do outro,
e ri daqueles que nao hajam conforme tuas leis por outro criadas
seus padrões por outros estabelecidos,
sua beleza por outros inventada.
mas tem a chuva, o sol, os passarinhos que cantarolam alegremente
tem o balé, a ópera, a praia, o mar
o por do sol, o nascer do sol, a dança do sol, o rodopio do sol
o girassol, a lua cheia, nova, vazia, velha.
tem toda essa beleza fajuta dos sacos plásticos voando em redemoinho
e a gente finje que ta tudo bem, que é tudo lindo,
e fica puto com toda a violência, com os terremotos, com Deus,
com Jesus, com os apóstolos, com Judas, com Hitler, com os teletubbies.
mas a gente só assiste, assiste tudo,
só platéia na arquibancada, dando pipoca aos macacos que somos
macacos pelados, que roubam a pele do urso, do tigre
o couro da cobra, o rabo do rato, a pata da barata, o dente do elefante,
a bunda do bitú,
e se sente o máximo fantasiados de palhaços de ternos
agradando sei lá quem com sei lá o que.
tristes são os velhos, que tão perto da morte
percebem o quão grandiosa a vida é
e o quão insignifantes foram perantes essa beleza
que passou tão de repente
por olhos que só sabiam olhar para dentro de si mesmos
triste deve ser Deus, por criar algo tão prejudicial a si mesmo, e para tudo a sua volta.
dizem que Deus nao erra, mas pra mim, e somente pra mim,
Ele cometeu o maior erro de todos
E este aqui, que vos escreve (ou escreve apenas para si mesmo)
é a bilionésima sexta parte desse erro.
Quando o semblante é tao bem mais cobiçado
e o coração tao completamente deixado de lado
e por debaixo da poeira de pele morta
maquiando nosso rosto, com suas imperfeições
estão nossa angústias mais profundas
e nossos medos que mais nos agridem
tem quando deixamos nossas luvas secando no varal
e nossas mascaras sendo pisotiadas no chão da avenida
mas ao fim de todo carnaval, la estao nossas condutas sóbrias
onde sobram confusões e faltam coragem
de ser o que nao manda o figurino e que obedece o figurante
por debaixo daquelas roupas bem passadas
camisas bem abotoadas, e sapatos engraxados
e o pó de pele sob a roupa
esconde a sujeira interna que o suor tenta purificar
mas toda aquela atmosfera pesada
sem vento, sem chuva sem nada
deixa td parado intopindo os poros
e mesmo assim, vamos levando
e quando descobrimos o quanto escrotos e sujos fomos
ja nos restam, o que? um pouco mais de 3 horas de vida...
é quando pedimos perdão, do fundo do coração
mas tememos ser tarde demais...
Amanhecendo (letra de música)
Não importa que horas são
Se deu saudade vem
Que a gente faz como sempre fez
E o que não fez
Deixa pra quando precisar
De um novo dia
Vem correndo na frente do sol
Que é pra gente se ama...
...nhecer
Outra vez
Quem sabe assim
A gente se toca
A gente se aprende
A gente desenrrola
Não venha me entardecer
Deixa a lua descançar
Que é melhor a gente se acostumar
Com o Sol.
(composição: Diogo Caribé)
¬¢£³²¹/?°
Começou como uma brisa leve, um presságio.
Um calafrio, um "Deus-me-livre".
Logo o chuvisco que só causava alguns espirros,
foi se tornando ácido e os espirros, solavancos da alma.
A ventania destelhou todos os meus planos,
e varreu as pegadas que me indicavam o caminho.
Passei a seguir sozinho, andando em círculos, ficando tonto.
Os períodos de calmaria eram como o silêncio que anunciam o furacão.
Que veio aos rodopios, me arrancando do chão pela raíz,
Deixando nem ao menos o chão para me aniquilar de vez.
Ao invéz, me fez cair num vazio profundo.
Me vi flutuando em uma atmosfera com nuvens tão pesadas,
Que as beiradas arranhavam como facas afiadas.
E então, depois de uma vida inteira desabando no infinito,
Acordei.
Assim que botei os pés na realidade, procurei desesperadamente
por aquele precipício.
Quanto notei, vi que assim como todos,
Havia chegado ao chão.
Quero você de volta,
mas voce anda pra lá e eu pra cá
voce pensa em abrir mão e eu penso em fechar
voce quer todo o resto e eu o de sempre
voce quer a falha e eu a perfeição
voce quer o silencio do meu quarto e eu a cidade
voce prefere a companhia e eu a solidão
voce quer prever e eu quero fechar os olhos pro que há de vir
voce quer entender o caminho e eu só quero pisar
voce quer a espera e eu a ida
eu quero a festa e voce a apatia
voce quer a chegada e eu a partida.
voce quer descansar e eu só quero a vida.
Quero voce de volta inteiro e nao quebrado
voce me imudeceu, paralisou meu outro lado.
me faz ficar quieto em minha poltrona.
Eu e meus pensamentos, e as canções que ecoam na minha cabeça.
Só me restam meus assobios e minha indignação.
Minha raiva e minha dependência.
Voce quis desistir e eu lutei pra ter voce de novo comigo.
agora carrego em meu peito essa cicatriz
e essa coisa marcando meus passos, minha inquietude,
minha agonia, meu desespero.
Quero te casar de novo comigo,
E que dure mais uns vinte anos,
para que eu possa conhecer meus netos,
para fazer as coisas que ainda nao deu tempo,
para dizer de novo palavras que ficaram escondidas na minha saliva,
no meu paladar.
Agora ficam fazendo bagunça num canto da memória.
E o choro sai espremido, sozinho, amargo, calado.
Ah se voce fosse como era quando tinhamos 20 anos.
E eu podia correr e voce nao reclamava,
e eu podia chorar que voce tambem chorava,
A gente amava junto.
Agora eu amo sozinho, porque você, Coração.
Ah voce! parou de funcionar por um segundo.
Ao meu pai!!!!
Tom = G
1 e 2 e 3 e 4...
Dó que dá, ver você
(Ré)troceder, e assim
"Mi" expulsar desta
(Fá)bula de viver em
(Sol)idão,
Lá, tão longe de
Si.
Nesta pauta que "parti" (e a)tura,
Todo e qualquer D...
.....................esafino
Onde a G...
.............ente sempre fica
Bb...
...emolizando tudo,
Se esquecendo do tom presente,
Utilizando dos B...
.....................equadros
A...
...bsurdos.
Nas D...
.......issonânci...A....s impossíveis,
Em e
------s
-------c
--------a
---------l
----------a
-----------s imprevisíveis,
A gente (B) esquece da melodia
Simples que é viver
..............h
Em completa
..............r
..............m
..............o
..............n
..............i
..............a
Diogo Caribé
bora! esquece tudo isso aí, isso lá
aqueles "aquilos", as certezas de um dia,
de um minuto.
Que se tornam mentiras no momento seguinte.
E no outro, lembrança.
E no outro, dúvida.
Se foi isso mesmo, ou aquilo outro.
A gente projeta, depois reconfigura.
Depois rejeita, e aí.... se ajeita
Ou é ajeitado, configurado.
Planejado.
Planta de uma construção que nunca fica pronta.
Reféns de um arquiteto invisível.
Papéis riscados, rasurados.
Rascunho puro.
Bora lá, que aqui ta foda.
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Quem sou eu
- Caribé
- Apenas mais um rapaz latino americano, estudante de história, sem nenhum trocado no bolso.
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"Drão, os meninos são todos sãos. Os pecados são todos meus. Deus sabe a minha confissão.
Não há o que perdoar. Por isso mesmo é que há
De haver mais compaixão" (Gilberto Gil)
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