La vem de novo,
força bruta que me golpea aos petelecos,
me acariciando com arame,
desgerminando minha semente,
tragando meus pulmões.
Já vem essa loucura,
que vem toda noite,
que vem quando não quero,
quando quero, foge.
Quando minto me entrega,
quando sirvo, me descarta.
Invisível aos sentidos,
só se apalpa com a alma,
e te afoga com o vento.
É aquele pensamento que te controla,
aquela palavra que te cospe,
Aquele gatilho que coça seu dedo.
Aquele sangue que te esvazia da boca pra fora.
E que é palido, pois vem do espírito.
Há 2 anos atrás eu tava passando por uma rua, que me levou a outra rua,
e provavelmente tinha um monte de gente, passando uns me olhando, outros me ignorando, uns me esbarrando e outros passando longe, talvez uns me reparando, outros nem ligando, como se eu fosse vento. Talvez eu tivesse um objetivo nesse dia, como ir ao banco, ou me encontrar com alguém, ou, talvez estivesse andando por andar, pra ver onde ia dar, ter parado e comprado um sorvete, ou, talvez nem tivesse dinheiro (costumava ser assim). A vida costuma ser uma pobreza, a gente só olha na vitrine. Até as pessoas, a gente só as ve nas vitrines de suas mentiras, do seu "parecer ser" e "esconder o que é". Quem sabe eu não cruzei com alguém ou com algo que mez fez mudar todo o meu presente estado de total desconforto sentado em frente ha um maldito computador escrevendo coisas a toa só pra ver se o tempo voa, contrariando o texto abaixo. Eu sou assim, as vezes me contrario. Quem sabe, um passo q eu desse pra lá, ao invéz de pra cá. Um pensamento diferente que eu tivesse, um anuncio, uma viagem que eu decidisse, outra pessoa que eu conhecesse. Será que eu fiz alguma escolha ou as coisas foram me escolhendo? Aquela coisa de lá me chamou a atenção, quando na verdade a de cá fosse mais importante. Não sei. Só parece que nunca tive controle de nada. Talvez também, se não fosse essa coisa, as coisas de agora pudessem ser piores. Quer sber, melhor não reclamar de nada e deixar essa coisa continuar me vivendo.
Sentir medo, dor,
aflição, sonhos quebrados,
decepção, erros.
Tentar e não consegui, fazer e não acontecer.
desistir.
Se sentir triste,
coração partido, alma amargurada,
solidão.
A dor da partida, da falta, do nunca mais...
Coisas sem as quais nunca saberíamos o valor do que é contrário a elas.
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Quem sou eu

- Caribé
- Apenas mais um rapaz latino americano, estudante de história, sem nenhum trocado no bolso.
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"Drão, os meninos são todos sãos. Os pecados são todos meus. Deus sabe a minha confissão.
Não há o que perdoar. Por isso mesmo é que há
De haver mais compaixão" (Gilberto Gil)
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