Fala galera!
Estava a maior tempão procurando essa música da propaganda do novo Ford Edge e finalmente achei. Para minha surpresa ela é de um cara que já desde o ano passado curto seu trabalho. Fábio Góes lançou um dos melhores CD´s de 2007. "Sol no Escuro" nos remte aos nossos sentimentos mais obscuros, mesclando agonia e um humor irônico em músicas muito bem trabalhadas e harmonizadas. Ideal para momentos distantes, de olhares perdidos e pensamentos no infinito.
A música Pictures é em inglês e é do tipo em que voce nao se cansa de escutar. As melhores faixas do CD são "Mundo Acumulado", "Estatística", "Automático", "Sereno" e "Sem Mentira"(do seriado "ALICE" da HBO).
O link para a música "Pictures": http://www.4shared.com/file/90443243/ccf092b6/Fgoes_-_Pictures.html
Letra da Música:
Pictures
pictures coming out makes me feel so loud
alright passing by but no goodbyes
it's all my dreams for now but not forever
it will be close to shine, close to shine
how could we be so clever
we should find a way to stay, anyway to stay together
pictures coming out makes me feel so proud
alright passing by but no goodbyes
how could we be so clever
we should find a way to stay, anyway to stay together
pictures coming out makes me feel so proud
alright passing by but no goodbyes
E ao mesmo tempo escrevemos as mesmas palavras
Com um risco torto, beirando o ilegível
Com traços que surgem de uma mão invisível
E cada palavra a cantarolar pelos rodapés
Suspensas em bico de pena de linda plumagem
Te descrevo em poema do cabeçalho aos pés
Com tinta ainda fresca borrando as margens
Formando desenhos como se fossem nuvens de nanquim
As folhas embaralhadas dançando conforme o vento
E em cada página formam-se frases
Parágrafos, textos e histórias sem fim
As letras de mãos dadas passeando pela avenida.
Fazendo curvas em acentos e paradas em exclamação.
Todos unidos em família: os tils, os parenteses, as vírgulas.
Passando por todas as barras, seja entre aspas, crase ou cifrão
Eu apóstrofo que simplifico os dizeres
E a linguagem dos olhos é a linguagem que diz
Respeito ao nosso alfabeto
Que já de crianças rabiscamos com giz
Depois de maiúsculos erramos às vezes
Tagarelando depois dos dois pontos
se amando em meio aos colchetes.
Esse amor que inspira os cantos e contos
E como se chama aquela palavra?
Pronome assim não me lembro direito
Interrogo a ação que realiza meu verbo
Somos duas palavras com hífen no meio
De A a Z não nos conhecemos em nosso total
mas nos entregamos pra fé ou até "pá" ciência
Não terá última página nem ponto final
Na nossa história só haverá reticências...
E se tudo voltasse ao instante que começou?
e se o ultimo amanha for o primeiro ontem?
e se a ampulheta do tempo fosse constantemente virada d ponta-cabeça pelo mestre do destino
e cada escolha nossa se perpetuasse pelas longas eras de uma unica vida?
imagine como seria se cada passo nosso se repetisse bilhoes de infinitas vezes,
e que a nossa existência estivesse presa no espaço de um tempo amarrado em um fio da eternidade.
E se todas as outras vidas, entrelaçadas por essa linha que passa pela cabeça do alfinete de todas as eras,
e une todos os universos em um só acontecimento.
e se tudo fosse um eterno retorno?
"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"»
Que tanto se impedem, que tanto se escondem,
Tem peso de pena, de pena de aço,
Da ave que nasce no sol e choca o mundo.
Tem flores na ponta que floresce na boca,
Mas no caule carrega seus espinhos que ferem,
E tentam calar-se nos olhos que se afogam,
E morrer no silêncio de um vazio profundo.
Se afugenta na alma perdoando os pecados,
Flutuam no espaço entre boca e ouvido,
Entre cérebro e coração vigia o pranto,
Se deixa, se cospe, se degola, se esvazia.
Vive em pedaços separados por sílabas,
Desejam voar mas se permitem cair,
São quase a passagem de um lado pro outro do rio,
Que se junta com outro e num só se termina.
E aquelas palavras saem com gosto de sangue,
Tentando bordar o que havia nos olhos,
E de boca pro ar, do ar pro ouvido,
De coração pra coração em um rápido suspiro.
Ouviu-se falar,
Bem espremido e sem jeito,
Com um sussurro berrante,
Um "eu te amo" a tanto tempo esquecido.

Fico lá, em comanhia do silêncio e nada mais.
Quando me percebo me divido em dois
Tá tudo parado no espaço entre um segundo e toda a eternidade.
Diogo
"As telas continuam com o mesmo significado, mesmo que se usem cores diferentes.
As maquiagens estão borradas.
O nevoeiro é denso e o frio
cortante. "
Quase não enchergo meus proprios pés,
Quase não escuto minha própria voz,
Quase não entendo meus proprios pensamentos
São tantos os pecados cometidos que se fossem coisa seriam névoa
Se fossem cor seriam a ausência.
Se fossem companhia seriam saudade
Se fossem palavras, seriam silêncio
Meço meu equilíbrio conforme os passos,
Traduzo a distância pelo desejo da chegada.
A teimosia corrompe minha obrigação.
Meu confronto é meu conforto.
Às vezes a saida é pela janela,
Às vezes a janela é televisão,
Às vezes a porta aberta é convite para fuga,
Às vezes fugir é uma boa maneira de se encontrar aquilo que se perdeu.
Enquanto isso o lado de fora é um quarto abafado,
Com paredes que diminuem a cada dia.
Até o dia em que eu não possa mais abrir os braços,
E tenha que dormir de pé.
Até que um dia não tenha mais privacidade para respirar.
Até que um dia não tenha mais por que respirar.
Ou então, até o dia em que eu souber dizer exatamente o que deve ser dito.
Olá amigos. Há muito tempo veio lutando contra a tentação de fazer um blogg, mas acabou que aqui estou. Bem, sempre gostei de criar muitas coisas e há uns anos atrás comecei a fazer música sei nem porque... Daí, apareceu o tal palcomp3, um site parceiro do cifraclub que permite que o artista publique a sua obra. Artistas como Dado Villa-Lobos, Teatro Mágico, entre outros, estão lá, divulgando de maneira independente sua música, sem cobrar nada pelos downloads e tal. Bom, já que tinha aqui umas 40 músicas gravadas (muito mal por sinal, por não ter equipamento algum), resolvi postar algumas. Entendo que a maior realização de quem cria é ver que o objeto criado é apreciado por outras pessoas. Só que há um problema: o maldito "direito autoral". Tem aquele que diz respeito ao direito à cópia (copyright) e um outro que diz respeito ao direito de autor. Não importa qual seja, você tem que registrar sua obra para provar que ela é sua! .... mais alguém aí acha isso um absurdo ou sou só eu nesse mundo que pensa dessa maneira? Há, porque você tem que proteger tudo que é seu dos temíveis.... humanos. Humanos, como eu, como você, como todo mundo. Do mesmo jeito que tenho que colocar grades na minha casa, cadeado no portão, bilhões de senhas para acessar minha conta pela internet, eu tenho que proteger uma coisa que eu criei, que se não fosse não existiria, algo que como vômito de sentimento ganhou forma ao ser decodificada em sons e frases, algo que fiz apenas para me expressar, sem o intuito primário de comercializar tal "sentimento". Claro que o reconhecimento em cifra$ é sempre bem vindo, porém, pensar na consequência ante a arte, para mim, é um puta dum crime ediondo. E como é praticado tal crime. 90 e 10% dos artistas que por aí se escondem por trás de suas apresentações vêem a música como um produto. Apenas como um produto. Devo ser um tolo, o único tolo a pensar dessa maneira, mas não consigo ver a música como tal produto, com rótulo e tudo mais, com tua alma engarrafada pelas gravadoras. Que linda a internet que possibilitou o tráfego de músicas gratuitamente. Que lindo o Radiohead colocando lá seu albúm à mercê do julgamento dos fãs em relação ao valor que deveriam pagar por aquele trabalho genial de "In Rainbows". Que coisa linda também a trupe do "Teatro Mágico" que se lançaram pelo próprio palcomp3 com uma idéia genial e um espetáculo como nunca visto por esse cara aqui que tanto reclama. Eu sei que o registro é algo que deve ser feito, para proteção de nossa obra contra os temíveis humanos sem criatividade que roubam sem cerimônia os "sentimentos vomitados" alheios. Mas bom seria se fosse apenas arte, e o reconhecimento fossem apenas aplausos e elogios.
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- Apenas mais um rapaz latino americano, estudante de história, sem nenhum trocado no bolso.
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"Drão, os meninos são todos sãos. Os pecados são todos meus. Deus sabe a minha confissão.
Não há o que perdoar. Por isso mesmo é que há
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